A dislexia representa um distúrbio do desenvolvimento da linguagem; portanto não é produto de má alfabetização, desmotivação, baixa inteligência ou condição sócio-econômica desfavorecida, se trata de um evento hereditário, com alterações genéticas e de padrão neurológico.
Quando a criança se atrasa na aprendizagem da leitura e escrita, isto poderá acarretar perdas na pratica essencial para construção e fluência do vocabulário, além de ficar cada vez mais para traz na aquisição da capacidade de compreensão e do conhecimento do mundo que a cerca.
Ainda hoje acredita-se que essas deficiências são passageiras e será logo superadas, contudo isso não passa de um mito; pois as pesquisas revelam que em cada 4 crianças que lêem com dificuldade na 3ª série, terão problemas no Ensino Médio e Superior.
Os educadores podem desempenhar um papel fundamental na identificação de um problema de leitura e comunicá-lo à orientação educacional, para que a mesma encaminhe a criança à uma avaliação especializada; pois quanto mais cedo se fizer um diagnostico, mais rápido ele poderá buscar ajuda e evitar a persistência do insucesso escolar e os problemas decorrentes do mesmo, tais como: baixa auto-estima, reprovação, marginalização, evasão, etc.
Para que possamos levantar a hipótese de dislexia em sala de aula, devemos lembrar que o grau de dificuldade varia muito, assim como os sintomas apresentados e estarmos atentos aos seguintes sinais:
- dificuldade na aquisição e automação da leitura e escrita;
- falta de habilidade para escrever (ritmo lento, trocas);
- leitura lenta, sem pontuação, com hesitação comprometendo a compreensão;
- discurso pouco fluente, com pausas ou hesitações freqüentes;
- muitas vezes é incapaz de encontrar a palavra correta, confundindo as que têm sons semelhantes;
- dificuldade para lembrar o nome dos objetos, substituindo-os por
“aquela coisa” ou “aquele negocio”;
“aquela coisa” ou “aquele negocio”;
- dificuldade para gravar instruções, recados, datas e listas aleatórias;
- dificuldade para memorizar seqüências (alfabeto, meses do anos, tabuada, números de telefone, etc);
- pode realizar calculo mental, mas confundir-se na hora de registrar a operação no papel;
- pode apresentar dificuldades para compreender problemas;
- dificuldade na aula de Educação Física;
- desorganização (perde material com freqüência e para executar as atividades);
- confunde direita e esquerda;
- deficiência em manusear mapas e dicionários;
- desempenho insatisfatório nas avaliações somativas.
Estas diferenças não são observadas ao mesmo tempo em todos os disléxicos, elas ocorrem em diversas combinações.
Além desses aspectos, podemos observar habilidades tais como:
- conceituar, raciocinar, imaginar e abstrair
- capacidade para entender o todo
- compreender aquilo que se lê para ele
- excelente desempenho em áreas que não dependem da leitura
- aprendizagem realizada mais pelo significado do que pela memória imediata
- desempenho na média ou acima nas avaliações formativas alternativas.
E não se esqueçam de que homens como Leonardo da Vinci e Walt Disney também eram disléxicos!
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