segunda-feira, 23 de julho de 2012

Filme "Minha Vida"

Há pouco tempo, assisti o filme “Minha Vida” e, seguramente, recomendo à todas às famílias! A estória retrata um jovem casal, ele, executivo, bem-sucedido, casado com uma linda e compreensiva mulher, morando numa casa espaçosa que tem um amplo e bonito jardim, ele tem tudo aquilo que esperamos conseguir em nossas vidas. Ou melhor, quase tudo...

Ironicamente o destino lhes pregou uma grande peça, Bob Jones (Michael Keaton) está doente e lhe faltam poucos meses de vida. Ao mesmo tempo em que sua doença se manifestou, sua esposa Gail (Nicole Kidman) ficou grávida. Bob ganhou um grande presente e nem poderá aproveitá-lo. A chegada de seu herdeiro tinha que coincidir com a sua partida dessa vida? Enfim, não vou acabar com a graça e toda expectativa desse filme... mas preciso comentar até que você assista. Este filme nos coloca em contato com uma emocionante história em que aprendemos a valorizar cada minuto de nossa existência, a partir de um drama pessoal que pode acontecer com qualquer um de nós.

Quantas pessoas já não foram surpreendidas por más notícias em suas vidas? Amigos, parentes, colegas de trabalho ou até nós mesmos passamos por situações de saúde extremamente difíceis e nos apegamos à vida, enfrentando as dificuldades com todas as nossas forças e relembrando a cada momento tudo o que vivemos, remoendo as mágoas ou saboreando nossas memórias felizes...

Por que será que temos que passar por situações tão delicadas e dolorosas para nos dar conta do quanto à vida é única! Experiência impar, sem bilhete de volta, tantas são as pessoas que desperdiçam oportunidades de aproveitar ao máximo os valiosos minutos que lhes são concedidos em suas existências...

Pais e filhos que brigam entre si e deixam de se falar. Amigos que se distanciam em virtude de desavenças tão insignificantes que tempos depois ninguém se lembra ao certo os motivos da separação. Equipes de trabalho que se desfazem em virtude de divergências que poderiam ser resolvidas com algumas conversas e um pouco de bom senso e jogo de cintura...

“Minha Vida” não é apenas um filme que nos leva as lágrimas, deve ser também um folheto em favor da vida e de um melhor aproveitamento da mesma por cada um de nós... Por isso, vou dar dicas para o dia-a-dia, e que assim possam viver da melhor forma possível!

Chore. Não tenha receio de demonstrar seus sentimentos. Viva cada lágrima com a devida intensidade. A vida não pode ser reprimida. Nossas dores e temores, anseios e fracassos, erros e descaminhos são parte integrante da jornada de todos nós. Muitas são as pessoas que literalmente “represam” seus sentimentos e acabam se tornando amargurados e infelizes!

Ria. Dê altas gargalhadas. Se permita absorver cada momento feliz de sua existência sem se sentir paralisado pela presença de outras pessoas. Quantas não foram às vezes em que antes de soltarmos o riso franco tivemos a preocupação de olhar de lado e avaliar se nossa alegria seria bem recebida. Liberte-se dessas “neuras” e divirta-se com cada instante de sua vida, eles não retornam jamais...

Não podemos perder tempo. Se há mágoas que nos tornam infelizes temos que desatar esses nós e resolver as diferenças para não acumular precocemente mais e mais rugas em nossa testa. Tenha coragem de pedir perdão sempre que for preciso e necessário para manter os mais preciosos elos que nos unem a vida.


quarta-feira, 11 de julho de 2012

Como posso ajudar meu filho com dislexia em casa?

Ontem, quando escrevi sobre dislexia, artigo da Dra. Ana Luiza Amaral, e recebi questionamentos sobre como lidar então, com uma criança disléxica no dia-a-dia, por isso, vou dar algumas dicas que podem ser úteis:
1.      Dividir a lição de casa em partes, assim a criança se cansa menos e pode produzir mais;
2.      Alguém estar ao lado da criança para ler os enunciados ou explicá-los, caso a criança tenha duvidas;
3.      Dividir a leitura de livros com a criança, por exemplo: a criança lê uma parte e alguém da família lê outra, depois a criança novamente;
4.      Diante de uma avaliação, começar a leitura muito antes da data da avaliação, para se ter tempo para realizar a leitura de pequenas partes por vez;
5.      Procurar livros, sites, entre outros, que demonstrem através de figuras, assim a criança pode visualizar, o que facilita a compreensão;
6.      Locar filmes que retratem questões históricas ou literárias que estão sendo vistas na escola, isso pode fazer uma ótima ilustração;
7.      Observar a criança e perceber o que para ela funciona melhor, como: estudar a tarde, pela manha ou à noite; estudar sozinha ou acompanhada; entre outros;
8.      Falar com a criança quando ela estiver com a atenção voltada para você. Caso contrário, pedir para que olhe para você para ter certeza que ela irá ouvir o recado;
9.      Conversar com a coordenação da escola e verificar a disponibilidade para atender às necessidades da criança quanto à prova oral, provas alternativas, entre outros;
10.  Não corrigir sistematicamente erros na escrita e a troca de palavras;
11.  Demonstrar amor, carinho e aceitação, o que levará a criança a se sentir motivada à superar suas dificuldades!

terça-feira, 10 de julho de 2012

Dislexia

Lendo artigos para colocar no meu blog, encontrei este sobre dislexia da Dra. Ana Luiza Amaral Sant’Anna Borba, psicóloga da Associação Brasileira de Dislexia. Acredito que após lerem, muitos pais seguramente vão se sentir aliviados, ao perceberem que às vezes, não é apenas desinteresse dos filhos em estudarem, mas talvez algo a mais, que após diagnóstico, tem grande expectativa de melhora e manejo com relação ao filho. É fato que, inúmeras crianças disléxicas, com bom nível intelectual, são incapazes de utilizar adequadamente alguns instrumentos básicos de comunicação, como a leitura, a escrita, interpretação de texto ou o aprendizado de uma segunda língua, sendo muitas vezes totalmente desmotivadas pelo baixo desempenho escolar. Essas crianças merecem ser encorajadas, a sentir que são capazes e, para isso, nada melhor do que o apoio, amizade, carinho e amor, que precisa vir de todos que as cercam: de seus amigos, colegas, professores e, principalmente, de seus pais.
A dislexia representa um distúrbio do desenvolvimento da linguagem; portanto não é produto de má alfabetização, desmotivação, baixa inteligência ou condição sócio-econômica desfavorecida, se trata de um evento hereditário, com alterações genéticas e de padrão neurológico.
Quando a criança se atrasa na aprendizagem da leitura e escrita, isto poderá acarretar perdas na pratica essencial para construção e fluência do vocabulário, além de ficar cada vez mais para traz na aquisição da capacidade de compreensão e do conhecimento do mundo que a cerca.
Ainda hoje acredita-se que essas deficiências são passageiras e será logo superadas, contudo isso não passa de um mito; pois as pesquisas revelam que em cada 4 crianças que lêem com dificuldade na 3ª série, terão problemas no Ensino Médio e Superior.
Os educadores podem desempenhar um papel fundamental na identificação de um problema de leitura e comunicá-lo à orientação educacional, para que a mesma encaminhe a criança à uma avaliação especializada; pois quanto mais cedo se fizer um diagnostico, mais rápido ele poderá buscar ajuda e evitar a persistência do insucesso escolar e os problemas decorrentes do mesmo, tais como: baixa auto-estima, reprovação, marginalização, evasão, etc.
Para que possamos levantar a hipótese de dislexia em sala de aula, devemos lembrar que o grau de dificuldade varia muito, assim como os sintomas apresentados e estarmos atentos aos seguintes sinais:
- dificuldade na aquisição e automação da leitura e escrita;
- falta de habilidade para escrever (ritmo lento, trocas);
- leitura lenta, sem pontuação, com hesitação comprometendo a compreensão;
- discurso pouco fluente, com pausas ou hesitações freqüentes;
- muitas vezes é incapaz de encontrar a palavra correta, confundindo as que têm sons semelhantes;
- dificuldade para lembrar o nome dos objetos, substituindo-os por
 “aquela coisa” ou “aquele negocio”;
- dificuldade para gravar instruções, recados, datas e listas aleatórias;
- dificuldade para memorizar seqüências (alfabeto, meses do anos, tabuada, números de telefone, etc);
- pode realizar calculo mental, mas confundir-se na hora de registrar a operação no papel;
- pode apresentar dificuldades para compreender problemas;
- dificuldade na aula de Educação Física;
- desorganização (perde material com freqüência e para executar as atividades);
- confunde direita e esquerda;
- deficiência em manusear mapas e dicionários;
- desempenho insatisfatório nas avaliações somativas.
Estas diferenças não são observadas ao mesmo tempo em todos os disléxicos, elas ocorrem em diversas combinações.
Além desses aspectos, podemos observar habilidades tais como:
- conceituar, raciocinar, imaginar e abstrair
- capacidade para entender o todo
- compreender aquilo que se lê para ele
- excelente desempenho em áreas que não dependem da leitura
- aprendizagem realizada mais pelo significado do que pela memória imediata
- desempenho na média ou acima nas avaliações formativas alternativas.
E não se esqueçam de que homens como Leonardo da Vinci e Walt Disney também eram disléxicos!